domingo, 6 de março de 2016

Tem flores.


      Tem dentro de si um mundo inteiro de intenções, e neles pensa diariamente sobre a sua dedicação com os verbos e como constroem cada um deles nessa caminhada.

      Através dos sentimentos tem pousado sua lupa sobre os fatos, sente muito. E elucida que talvez sentir demais não seja a opção correta para as percepções acerca de. 

      
        Tem colocado o coração todo no que faz e colocado muito dentro de si, sabe que tudo brota dali e tudo sai daqui: de dentro.

      A verdade é que tem uma flor inteira por dentro. Mas, para fora e com o tempo, ela cresce a medida que cada um que a vê e decide regar. 

      Ninguém pode ter percebido, afinal, ela se estende na sua quietude muitas vezes quando ouve vozes elevadas ao invés de alento, e se acoberta diariamente das músicas poéticas que traduzem  muitos sentimentos que ninguém regou e que ela queria contar, e contar-se e recontar.

       Simplesmente porque precisa, tem flores e espinhos também e que por vezes ambos a machucam dentro do peito pequeno demais para o coração crescido de tanto amor e estórias que a envolvem. 

      Paralelo a isso e a muitas outras mil coisas desse mundo, a sua essência tem lutado para continuar a exalar nos grandes e pequenos momentos, tem pensado tanto sobre os dias, sobre as atitudes que dá e recebe, sobre o amor entregue com as duas mãos.

    Tem namorado a palavra reciprocidade e tem pensado muito sobre ser o que o substantivo em si se refere. Vem alimentado as sementes boas dentro de si, e a apetece que seja regada por abraços, sorrisos, o estender da mão e o ficar, após do fim de todo glamour e a festa que parece sempre estar. (Mas, não está)
   
   Precisa ser e colocar para fora com toda sinceridade o que tem. Quer ser livre desse peito tão apertado e cheio que há tanto tempo necessita transbordar, e procura- te.
  
  Tem no caminho que te chama sobretudo, flores.

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