quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Sobre seguir de volta.



universoemflor:

💙
Caminho devagar sempre esperando que me alcance e segure minha mão. Ando, com a esperança em que salve essa história além de rascunhos e a coloque sobre a página inicial da tua vida e que favorite todos os dias.

Na rua, te espero ansiosamente chegar de surpresa, e assim me tomar nos teus braços e me beijar tão lentamente até que passe os dedos do início ao fim dos meus fios de cabelo. Ao chegar, desejo que me conte o teu dia sem um minuto de falta, nem de ti, nem de palavras, nem de detalhes, mesmo que esse dia dure mais que uma noite inteira, não importa porque eu quero muito ouvir.

Na verdade, não prometo ouvir e lembrar- me de tudo, pois desconfio que estarei perdida olhando pra ti, pedindo calma ao coração e regulando minha respiração. E ao  terminar, talvez eu me faria de boba não dando tanta importância por ter ficado com ciúmes nas partes que fiquei bem atenta com medo da próxima cena.

Tenho visto a vida com uma ótica diferente, talvez de forma obnubilada, não sei. Mas muita coisa mudou de um tempo para cá. A menina que disse que andar em frente ao sentir poderia se machucar e sem perceber, chegou lá, sem esforços e sente, sente muito cada gesto teu, cada devolutiva.

Tem sido difícil entender-se e se permitir, tem tentado com todas as forças e nunca falou tanto consigo mesma que sim e sim e sim. Não tem sido fácil, existem dias de eterna solidão com seus próprios sentimentos, que são sinceros e espontâneos demais, sempre demais.

Ela anda devagar, porque cansou de caminhar com pressa e chegar adiantado no ponto de amar e ser amada.  Porque mesmo depois de uma travessia de risco, ela insiste em mostrar sentimentos com os olhos. E o coração tem clamado sonoramente com os olhos e com a alma, pede delicadamente que o teu siga de volta, e que mesmo com a bagunça não desista de ficar.


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