domingo, 20 de setembro de 2015

Desculpe o transtorno.




Mergulhos e sinais de aviso.

Perdida em dias de grandes mergulhos em meio a rotinas. Um feriado, um sábado, um domingo que quebra a lógica mental da menina.

Existe nela uma vontade de se expor e chorar pois não suporta esconder-se em seus sentimentos tal como uma criança, ainda assim a vontade de se deixar levar pelos dias seguindo e sorrindo como os adultos pedem para ser feliz, tendo cuidado de si e dos dias que gritam com urgência que ela reaja.

A complicação dos dias anela nela mais complexos do que dias de humor variado. Ela desponta medo, exagera amor, anda com coragem e vontade. Mas, não sabe o porque, se perde em si mesma procurando  mais soluções que planos B e C.
Já pensou um alfabeto todo em meio a pesquisas que não levou a nenhum encontro de tutoriais de como acalmar o coração e seguir tranquila diante a tantas ondas desse mar que vive.

Com isso, mudar a faixa da Playlist para ver o humor melhorar não tem sido um bom plano, nem pular sete, dez, vinte ondas do (a)mar ou nadar a praia inteira. 
Possuindo medidas de medo de estagnar, de não conseguir, procura ainda mudar sempre que pode, e pode sempre que muda. 
Acha- se em cada mudança e se delicia com cada um dos detalhes de suas novas e boas possibilidades e perspectivas, sempre diz: Vai.

Com sinceridades, ela diz a si mesma, sabe o que quer, sabe se bem que quer uma casinha com quintal e flores cobrindo todas as  paredes de fora, livros e muitos livros na instante. Quer uma cama que o sol incendei de manhã, porque sabe que tem dificuldade de acordar cedo, sempre gostou muito de sonhar. 
Quer um sorriso como beijo de bom dia, e achar se linda mesmo com os cabelos cacheados para cima, quer você tomando café enquanto espera o pão esquentar. 

Existe nela, hoje, motivos para não acreditar no que virá e se será bom. Essas medidas que tenta encolher todos os dias não são de gordura, mas são referências de um passado que por luas esconderam no fundo do seu mar os pensamentos bons.
Faz de tudo, essa é a verdade, faz de tudo para ser quem é e como era, crente no amor e nos dias bons, mas não deixa de se colocar a prova todos os dias para saber se o agora é real e construído de verdades. Não tem mais tempo a perder nem sentimentos.

Falta ainda o que para sentir se segura dentro do mar? Não sabe bem, não entende. 
Carrega aquele que reflete o azul do céu e o mar dentro do peito, bagagens de gratidão por ter sobrevivido as ondas passadas, um peso ancorado de fé, e a vontade de transbordar amor, como navegadora deste a-mar.

Desculpe o transtorno se respingar ou molhar inteiro, ela é intensa em seus sentimentos e banha-se deles todos os dias para viver.




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