terça-feira, 9 de junho de 2015

Mais um assunto clichê, feito de vazios e cheios.





Estar cheio do mundo nos faz pertinente a encontrar saídas, e dessas falas tão ensaiadas se contrapor é sempre uma impossibilidade de seguir. Na maioria das vezes o seguir não se faz opção e o vazio sempre se mostra latente como uma piscina profunda e vasta para mergulhar.

Não é raro que  o cansaço bata a porta do coração tantas vezes que então não se surpreende mais e tão pouco se comove a levantar do sofá para abrir e ver o que há lá fora. É sobre chegar no tempo errado e depois não querer mais esperar para ver que pode ser diferente, que pode tocar, e que a entrega pode dar certo. É sobre riscos também, em amar demais, conhecer, ouvir, transferir, aprender, e apreender. 

Ciente que existem momentos que nos dividem como placas tectônicas e nos constroem novamente, e de uma nova forma, a destruição causada ganha corrente de pensamento para não ocorrer novamente, trabalha tão duramente quanto a muros a prova de guerra, e esta guerra aqui atende pelo nome de possibilidades.

No causo do dia em jornal a notícia é simples, sempre foi, o leitor é que leu de forma aleatória e perdeu nas vírgulas o necessário, afinal, nós fazemos as nossas próprias regras calcadas nestas tão perfeitas verdades. Se por a prova, perder a razão, ganhar razão, ser certo, errado, não está em questão se são dois no mesmo meio fio. 

O fio, é restritamente fino e só cabe o abraço de dois, não perfeitos, nem de tamanhos exatos, ou inteiros, mas equilibrados de que o merecedor só ganha o prêmio final se ambos adicionarem o próprio amor, que receberão no final. E que final? partidas de futebol duram 90 minutos em volta de um ganhador apesar de ser dois, existe torcida, rivalidade, troca de palavras grandes e pequenas. 

Mas a final aqui, e afinal, é a mais importante, aquela que não tem fim, porque Se neste fio a gente se esvazia de si, se enche do outro e pode desequilibrar, mas se não se esvazia de si não permite que o outro faça a tão sonhada morada no mesmo desafio, que sempre está por um fio, mas que sempre segue em frente por algo melhor, a dois.

A palavra que esmaga o orgulho é tão somente equilíbrio, e neste mundo de vazios e cheios e clichês, a torcida só vibra se a construção for mútua, e a partida for honesta.

Sem isso, as possibilidades que se implicam só se esbarram e não chegam a nenhum fim, e aqui, sempre cabem significados, significantes e signos cheios de nós e vazios de cada um de nós, cheio de cada um de nós e vazio de nós.

Me comprimo no abraço, pra não cair do fio, pra não desistir de mim, de ti. Pra ser mais que um clichê dentro de mil histórias de possibilidades e impossibilidades de ser e não simplesmente ter.



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