sexta-feira, 17 de abril de 2015

Encontro sem título.


freckul:

indie blog


Em meio a tantos dilemas dessa minha caminhada, me flagrei com o pensamento flutuante nessa tarde de outono, olhando a virada do dia para dias que nunca imaginei que aconteceria, interroguei cada canto do passado, com a persistência de muda-lo.
E se eu pudesse mudar? talvez se eu não tivesse sido tão romântica naquele dia, após os vários filmes de romance que assisti em tardes de verão, se eu não tivesse falado pra sempre tanta vezes, sem saber que algumas pessoas não entendem o que esse sempre significa e como a infinitude de um sentimento sem mensuração. Poderia eu, em tardes vazias ter lido mais, ao invés de ser pegue embaraçada rindo para o vento ao lembrar de certos momentos, de um olhar penetrante. Se eu pudesse mudar meu amor, mudaria a dedicatória das musicas tantas vezes, as playlists.
Mudaria. Nada ou tudo. Nada. Pensei e pensei, mas de nada adiantaria apagar os domingos cheios, ou sábados inteiros de sol, sorrisos e sorvetes, sós.
Me pego tentando mudar algo, e deste passado, porque não me vejo mais em alguns planos e me pergunto se a algumas memórias são relevantes, se abrir algumas caixas em planos mensais, trimestrais ainda faz sentido, e se fez. Sim. Quem diria? me peguei num show dançando magicamente melodias perfeitas da canção sem tantas coisas, sem medos, sem receios, sem relutância contra o vento no vestido, ou as versões das musicas que podiam mudar, porque não? Foi a reviravolta dos dias, que doeram, que latejaram por um tempo, e fizeram chuvas constantes aos olhos, porém decidir sempre foi o trilho dos passos e mais uma vez incoerentemente aos dias fiz morada no sol e em um céu azul.

Hoje, no meio da noite que eu penso como os dias estão, em avenidas sinuosas e novas, me vejo. É no meio de uma noite terna, envolvida no teu calor que eu penso como hoje as coisas são diferentes, estão diferentes.

A verdade da mudança constante altera qualquer planejamento estratégico do ano, mês, dia. Se perde, se encontra. As vezes em meio a gritos e palavras mal-ditas e leiam se das duas formas, eu penso e sempre penso.



Tenho pensado nos dias de chuva, e como gosto mais de dias nublados que me permitem combos de lençóis, sorrisos e você. Como em dias de sol, o mar sempre é acessível e a tua mão sempre se estende em não deixar que por critérios não válidos eu desista.

E neste causo da minha própria lista de sim e nãos, aprendi a dar sim pra mim, pros sonhos, para as vontades, para todos os dias, sejam chuvas a sol, sejam de mudanças ou rotineiras. Vivo.


Desistir, penso das coisas que desistimos, ambos. Desistimos principalmente não sofrer e talvez além dessa importante decisão eu decido sempre sofrer por amor. e sofro, choro, corro, tenho pressa.

Decidir, sempre penso e decido pelo que vem nos dias, sem pretensão e cotação do que virá, mas certa de que tudo hoje depende de mim, e de um sorriso que pode me levar e que principalmente eu escolho levar.



Um comentário:

  1. Você é minha flor mais linda ❤ os. Edward

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