quarta-feira, 28 de maio de 2014

Movimento calado.

Summer



Meu coração é só dor, e eu não sei o que ele quer dizer, ele grita, murmura, e remexe a querer sair. Não sai. Minha mente procura ocupar- se afim que só haja tempo para o sono, para que não se pense, para que não doa, para que não se confunda e se crie mais uma, duas, dez teorias de como isso pode se resolver.

Faço de tudo para que não tenha que pensar nisso, faço de tudo, e tudo me leva ao ponto chave, ao deitar me, é mais uma noite em que o sono não vem, as ideias que vão e voltam, que querem ficar, que me fazem querer levantar no meio da noite e sair correndo e resolver essa dor. 
Pegar a agulha costurar o coração, montar o quebra-cabeça, encontrar as partes, pegar a mão e fugir com você, sem você, pegar o tempo e fazer um B.O contra ele de ingratidão.

Nunca fugi tanto de algo, nunca me senti tão sem rumo mesmo andando em uma estrada de finalidades, eu cônscia de minhas escolhas, me pergunto cada dia o porque delas. Eu que me desmancho em perguntas, saio correndo todos os dias das minhas prováveis respostas, para depois guarda-las a sete chaves. Eu que era de não me arrepender, me pergunto porque de tudo isso, porque essa musica tão alta que eu mesma escolhi que não me deixa ouvir nem meus pensamentos, eu que já fui louca de amores, me vejo louca se achar que devo amar de novo, que devo me deixar ir, que devo tentar ser, que não sabe o que definitivamente é. Eu.

Meu coração é só duvidas, e com o tempo que não segue a linearidade humana me deparo várias vezes ao dia e as inúmeras possibilidades do que meu futuro provoca em mim, onde algumas me tocam, outros nem ao menos me inspiram, e em silêncio fito meus olhos as caras e bocas que não me entendem e enquanto o presente tem sido viver através do movimento de perguntas recorrentes e pontuais.
Onde correr tem sido a melhor forma de olhar para os dias que me atravessam sem as devidas respostas.

Bruna Lima.


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