sábado, 8 de março de 2014

Sobre o fim antes do começo.



   Fim. No meu caminho pelos dias, tenho pensado demasiadamente em ti. E eu que nem sequer lembro dos meus sonhos noturnos, lembrei que sonhei contigo por noites inteiras e seguidas.
   Sonhei, que naquele dia antes de um beijo ao fitar teus olhos me sentia segura em tuas mãos que seguravam meu rosto, sonhei que eramos dois nos mesmos ladrilhos, rindo do meu desiquilíbrio ao mesmo tempo que segurava minha cintura e me permitia saber que não ia cair. Foi um sonho. Pensei muito em conversar com você, sobre o que se passa, mas a nossa conversa já teve conclusões demais e essa história não aguentaria mais e "se" ou virgulas e pontos aleatórios.
    Eu quis muito te amar, essa é a verdade que me coração esconde ao meu consciente dos dias tão turvos ao pensar em você, eu quis muito ter você, e falaria em alto som se você outrora quisesse ter a disposição de continuar.
   Eu quis muito te amar, após o primeiro beijo que foi exatamente o que eu esperava nessa montanha de expectativas que nos rodeavam desde que nos conhecemos, que nos levou a conversas entre idas e vindas, entre tempo perdido, e o tempo que podemos nos achar, no tempo em que tivemos tempo pra nós dois.
  Eu quis muito que fosse você, a quem eu estivera esperando e sempre esteve aqui tão perto, a consequência de uma amizade regada de possibilidades, que se inferiram em algumas vezes que ficaram caladas  após a partida da sua casa, ao soltar da sua mão. E eu sabia que nosso parênteses era grande demais para comportar nossas histórias desse tempo de vontade.
    Eu quis muito te amar, e queria que você pudesse ouvir, mas não pode. Como dito, não era nosso tempo, não era nossa estação, e tão pouco nossa musica tocou naquele dia, enquanto ouvíamos rádio e nos procurávamos entre beijos e abraços.
   E eu que queria que fosse você, entendi, que não poderia te ter, e tão pouco seriamos o que imaginávamos. Nossa história sempre foi melhor na nossa mente, sempre foi bonita idealizada e sempre será nossa maior possibilidade das conversas na madrugada quando sempre estamos acordados. Porém, não vai vir a ser, por mais que eu quisesse outrora te amar, e me aninhar nos teus braços, e sentir tua barba encostar na minha pele.
    Eu tive que entender, que tinha fim antes mesmo de vir a ser, que tínhamos medo, que tínhamos prioridade, e sempre achamos que este amor podia esperar até que um de nós canse de idealizar. Eu cansei.
  Eu quis te amar, mas hoje, eu só te escrevo para ser livre desse querer de estar no passado. Começo.

3 comentários:

  1. Intenso.
    Talvez, para se ter um começo promissor é preciso um final apoteótico. Ao menos, foi essa a impressão que tive aqui.

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  2. Onde estão os textos novos, xará?

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    Respostas
    1. Estão meios sufocados nas idas e vindas da vida... Mas voltarei!!!
      Rsrsrs

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