sábado, 1 de fevereiro de 2014

Quando o amor passa.

adaptando

| Você pode ler ouvindo: Dia a dia, lado a lado da Tulipa Ruiz. |

Moço, você que conhece meus medos, minhas caras e bocas diante do espelho, diante da vida, você que vê em mim uma mulher decidida, e uma menina que ama teus carinhos, você que sabe da minha sobremesa preferida, da minha cor, do meu olhar que fala e sorriso escancarado com vontade de viver.

Eu ando te olhando, com aquele olhar que talvez fora que nem o primeiro, aquele embalado numa melodia sem hora pra acabar, mas como sabemos acabou.

Minha palavra escondida quanto a você sempre foi, apetecer- te, urgentemente, com amor, na hora de acordar, na hora de me aninhar para dormir, na hora da chegada e nunca da partida.

Eu ando me perdendo nos espaços da minha imaginação que me levam aos abraços, que me levam aos beijos, anseios e sonhos compartilhados, das mãos dadas durante o caminho, naqueles dias com notícias continuas suas.

Eu ando mensurando cada escolha e me perguntando o porque delas, talvez não se tenham mais certezas, no coração algo está deslocado, algo voltou com força, com vontade de ficar.
E eu que tantas vezes neguei o teu pedido, negligenciei a vontade em silêncio, e achei que estava certa, mesmo que no fundo algo gritasse: entrega, mergulha, corre e pula no seu colo. 

Mas você não fica, porque tu não me levas  mais a sério, e eu antes cheia de mistérios indecifráveis só quero você para montar esse quebra cabeça que se perdeu quando o amor passou, quando você decidiu ir, e eu resolvi finalmente chegar.

A minha chegada, tardou, eu sei. 

Não posso e não tenho tanta coragem pra pedir, mas fica e mergulha comigo neste mar, esquece o tempo, a previsão, as ondas, lembra do vento, e não esquece o amor, e me diz que não passou.

Bruna Lima.

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