domingo, 9 de fevereiro de 2014

Internalize.









O que eu quero dizer mas, mais uma vez não posso...

Me contenho em linhas exprimidas dessa vida, e ao andar percebo me só, e o coração dói por isso, pois pouco a pouco algo decide te ferir, e fazer com que lágrimas tímidas mas depois torrenciais caiam no meio da noite, só quando tudo está em silêncio e nada ou ninguém está te apontando e pedindo que você diga algo.

Sobre o que se diz...  sobre o uso das palavras, é como dizem, é como uma flecha lançada, e depois não há muito sobre a volta, sobre o arrependimento. O que se fala não deve ser calculadamente pensado afinal todos esperam pela espontaneidade, mas ao falar não quebrar pedaços já esmagados pelas pisadas de outra alguém e ter o cuidado e sutileza ao usa-las, falar muitas vezes é mais que usar das palavras mais difficiles do dicionario, ou as mais fortes e duras... 
As vezes basta um abraço que fale, um estender a mão.

Não vi ninguém a consolar o choro não disfarçado, ou a costurar o coração.

Sobre a confiança...Hoje, enquanto as lágrimas escorrem sem dificuldade percebo, que não há confiança, além de um amor materno, e Deus tu sabes que ainda há por ai quem me tire essas certezas... Confiança, é utópico, é lenda, é um limite não encontrado, não por mim. É abrir o coração para sentir, e não ser honrado com o mesmo amor, é abrir a mente paras dores, erros, medos, teorias e enigmas, e perceber apenas que foi jogado ao vácuo sem resposta, sem feed-back, sem saber você que isso não importa pra ninguém além de você.

Sobre aprender... Respiro fundo, e sigo, por mim, peço força a Deus, porque sou eu e eu outra vez, sem poder contar muito com outrem, sem dizer nada, sem me entregar porque não parece valer a pena se magoar, aprende que as pessoas, trocam, traem, retraem e se desfazem de algo muito facilmente, que pena... que pena que dói aqui também.

Dentro, grito pra mim, vira e fala pra alguém... fala pra ti mesmo, guarda, e vai, caminha, por essa trilha, com sorte doerá menos, do que dói agora.

Não me dê a mão, se não tiver o comprometimento de fugir quando eu pedir socorro ou de simplesmente ficar e me entender.


Palavra da vez: Internalizar.

Bruna Lima.

Um comentário:

  1. Você ataca as linhas com as razões dos sentimentos atuais em ritmo intenso. É forte, é vibrante, é real? Eu tenho certeza que sim.
    Agora, o verbo que conjuga ao final precisa ser o primeiro de todos os dias: Bem com você, bem com qualquer coisa.

    ResponderExcluir