sexta-feira, 24 de maio de 2013

Amar, verbo, ação.





Acho lindo ver casais sendo ridículos, declarando seu amor pra Deus e o mundo, e saírem cantando na rua como se a todo tempo ouvissem uma canção, aquela. 

E gritam, eu amo, eu amo, eu amo.
Ela é linda.
Ele é lindo.
E gritam, eu amo, eu amo, eu amo.

Acho necessário, ver os cartazes, as mensagens, as placas nas ruas, ou os outdoor que declaram tudo que sentem sem medo de serem ausentes, com medo enfim de ainda assim não ser suficiente.

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Daqueles que não passam o dia sem ao menos dizer um olá, bom dia, com tons vocês sabem apaixonados, onde os dois estão ali simplesmente para declarar o que sentem, e qualquer que interrompe é mais um motivo de dizer novamente, eu amo.

Acho lindo, sonhar, viver e ver, poder acreditar que isso existe.
Que no fim, nenhum dos dois estará triste, e que enfim eu os observo por motivos tão além de mim, que tem um coração que apetece por este tipo, tipos de filme, tipos de vida real, tipos que vemos no caminho.

O de amar, e ver ser amado.
O amar, sendo verbo, sendo a Ação.

Semioticamente de ter sentido e ser sentido, como Peirce na sua loucura de triádica, instaurava.

Eis que lanço uma nova tríade  eu, você o amor, querendo ser tudo que se pode interpretar ao amar. Você me dá a mão?

Bruna Lima.

2 comentários:

  1. Tudo é de verdade quando não é obrigação.
    E todas essas sensações que descreve são verdades maiores que o próprio amor.
    Assim os rótulos somem e se vive uma nova realidade sentimental.

    Que seu desejo seja concedido. Certamente terá que escolher entre tantos candidatos.

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    1. A obrigação torna o ato sem sentido, por isso que há de existir sem rótulos a vontade "necessária" de se demonstrar amor, porque o verdadeiro vai além do que é somente pelo olhar.

      Obrigada, Bruno seus comentários são sempre pontuais em tudo.

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