domingo, 28 de abril de 2013

Rotina

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A menina passou dias em casa sonhando, intercalando entre os sonos, sonhos, e o sentir.

Programou mil coisas, fez duas coisas da lista, programou outras, mas achou teatral demais.

Assistiu filmes em preto em branco, em colorido, em HD, queria externar o que tinha nesses dias tão insistentes em chover, chorou, com um, com dois, com até os cinco filmes mais melódicos que eram existentes. 

Não adiantou.

Tentou cantar, cantou, gritou, alcançou notas altas,mas ainda assim chorou, não porque estivesse doendo naquele momento, mas porque decidiu se entregar, as circunstâncias são muitas, um oi,  um olá, ou Hello, seriam torrenciais.

Adiantou.

Respirou fundo, decidiu repetir e sentir o vento no rosto, de tão bom que vinha diante a luz da lua ainda que coberta com nuvens com caras, com mascaras, com bichos ou não.

Mesmo assim, teve entalado na garganta não a dor, nem a inflamação, mas a pergunta que a semana vem trazendo, e que nem o barulho constante do ônibus inibem.
Desistiu, perdeu a voz, bebeu água, falou sobre o tempo, sobre cimento, sobre cachos.

Ficou pensando em tudo que queria escrever, enquanto as lagrimas cobriam seu rosto, quis escrever sobre como se sentia, como não se sentia, como seria, o que faria, não em inglês, ou em programação, mas na sua língua. Sabia ela que mal sairia três ou dez palavras das quais pensara durante seu dia.

Tinha razão.

| E percebeu que hoje nem a proposta do sorvete mais gostoso daria certo, nem doce, nada, só ela mesma para conter se, e se contorcer nessa nova rotina |


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