sexta-feira, 26 de outubro de 2012





Mentira, e ao olhar nos olhos e perceber a falta de concentração que se transmite, eu percebo, mentira. E você sabe que cada palavra foi calmamente calculada  a fim de que a naturalidade fosse tal como o seu nome.

As frases balbuciadas são muitas, incompletas, difíceis, e tudo que me prendo é o som da tua voz. Tremula, fugitiva, atroz.

Me pergunto de quanto e quanto tempo você sente essa necessidade, me pergunto se mentir é melhor que a verdade, me pergunto a que ponto final chegaremos, ou enganaremos em mentiras o que está acontecendo.

Quem lê pensa que a sutileza do movimentos dos teus lábios só sabem palavras de amor em todas as línguas, quem vê, pensa que teus olhos estão concentrados no outro olhar, se perde, se engana, e mente, quem acredita, que o faz tão perfeito, de forma que até a mentira acredita ser a verdade e a verdade tem duvidas quando sua veracidade, diante dos fatos, dos cálculo da perfeição  do tempo.

Como uma melodia, a frase sai com a certeza de objetivo e guerra concluída, vencida, e bem vencida, como quem engana em busca de petróleo e diz ser motivo de paz, quem procura entreter até mesmo o ator, e convencer advogados, de que tudo é real.

E é, diante de tudo, de todos, do seu consciente a mentira, não é mais mentira depois de proferida com tanto amor e dedicação impulsionada por ela, você como mero espectador da sua própria conduta assiste, e cria como roteirista a sua história, a verdade, a sua, pela ótica ideal de que todos acreditam no que você cria. Eu porém te vejo.

Bruna Lima.

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