segunda-feira, 9 de julho de 2012

amar verbo.





Noite, dia, tarde, não importando a ordem, nem ao menos os fatos.
Olhares extraviados, eu sinto. Olhares perdidos, distantes em horizontes aleatórios, nada de mim.
Me pergunto se eu me vejo na tua iris ou se eu me imagino lá, me pergunto se te pertenço e permaneço no seu coração, em sua mente, todo o tempo ou só no nosso tempo.
Dia, tarde, noite, os dias, na ordem ou não, quem se importa? quando se ama o que importa é o que está do lado de dentro, o externo, o que acontece, é mera ou quimera imaginação.
Ninguém sabe, ninguém nunca viu alguém que ame e saiba conjugar o verbo como a gramatica pede, só se sabe amar, amar é o verbo da estação.

Bruna Lima.

Um comentário:

  1. Enquanto o amor for verbo, talvez as vozes que o conjuguem sejam suficientes para calar o lado menos precioso do planeta.

    O verdadeiro pode estar perdido na multidão, mas ainda é amor, ainda que falso, que quebrado, que fraco.

    O verbo da estação, cada vez mais inverno e menos verão, na busca de uma primavera que não existe mais.

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