domingo, 26 de março de 2017

1/1 Vida Minimalista.


Olá!
 se você acha que entrou no blog errado, esperando o texto novo escrito por mim, opa! É aqui mesmo, só que agora diferente entendeu? rs

Já faz um tempo que eu quero falar de outras coisas por aqui, mas falta tempo (ou seguir como prioridade. Fica aí o questionamento, né?) Enfim, nesse momento eu deveria estar escrevendo meu TCC, mas funciono melhor durante a noite (para estudar) e esse mini assunto me surgiu como urgente para escrever aqui.

De fato, começaremos essa vida em transferência além das crônicas e textos já publicados (não deixa de ler ein?) Vamos lá?

Bom, a tempos eu venho me desgastando com compras desnecessárias e de volume: calças, saias, blusas, e afins. Acredito que a unica coisa que eu realmente não compro com tanta voracidade é sapatos (bem louco né?) e esse ritmo me consumia tempo e principalmente dinheirinho, sem contar que 90% das roupas novas eu dava para pessoas, porque no fim eu não gostava da roupa de verdade. 

Sendo assim eu comecei a pensar: "caraca, quanto dinheiro foi e eu nem usei tanto essa roupinha?" ou "olha, essa saia combina com aquela blusinha, que, ops, já doei". E assim seguia a vida, comprando, usando, doando e comprando.

Não estou falando que o desapego seja ruim, muito pelo contrário, o desapego é maravilhoso, se não uso, então vou doar para quem use e precisa, uma lógica ótima. Porém, o ruim estava em: comprar mal usar e dar, comprar mal usar e dar, e nesse ciclo louco eu percebi que algo estava errado.

Pontos observados:
  • As roupas amadas (e velhas) prosseguiam firme e fortes;
  • A maioria das roupas que seguiam não tinham estampas;
  • O excesso me confundia.
Minimamente comecei vendo que tinha muitas calças e usava as mesmas toda semana, excluindo uma quantidade significativa. 
Plano de ação: dar as que eu não usava e não comprar mais, repito: não comprar mais!

Minimamente percebi que comprava roupas para uso no trabalho, porque as outras roupas eram de sair, e nessa semana de 07 dias eu usava as roupas de sair apenas 02 dias e olhe lá (afinal não sou das baladas).
Plano de ação: ser criativa e utilizar as roupas para sair, também no trabalho e não comprar mais. Nesse item um gasto foi feito, comprei um blazer lindo branco que cobre esse bracinhos de fora já que estamos falando de uma empresa privada e não a minha empresa (aquela que ainda não tenho)

Eis que, vários pontos foram sendo percebidos quando abri os meus olhos para o meu problema, sempre quis uma vida minimalista que era baseada no consumismo, o que  a mídia nos vende dia a dia: "você precisa dessa roupa monocromática e essa saia da tendência para combinar." E não! você precisa aprender a usar as roupas que tem e fazer delas um look monocromático e dá sim, super dá.

Abre aspas:

Minimalismo ou o Estilo Minimalista também é uma modinha? Sim! pode ser, depende de como ela virá na sua vida. (te peguei ein?)

Afinal o que é? 

"A palavra minimalismo reporta-se a um conjunto de movimentos artísticos e culturais que percorreram vários momentos do século XX, manifestos através de seus fundamentais elementos, especialmente nas artes visuais, no design e na música. Surgiu nos anos 60 nos Estados Unidos.

As obras minimalistas possuem um mínimo de recursos e elementos. A pintura minimalista usa um número limitado de cores e privilegia formas geométricas simples, repetidas simetricamente." (Fonte: Brasil Escola e vários sites falam a mesma coisa)
Na vida:
É a onda reversa meu querido, é não comprar compulsivamente e aprender utilizar seus próprios recursos para prosseguir fazendo algo, na moda por exemplo: é vestir se com o que tem, ou mais, é comprar conscientemente sabendo que aquilo vai lhe cair bem, combina com as demais coisas que você já tem, e que você vai realmente usar. É ser feliz com o pouco, mas o pouco bem investido do que realmente se quer.
Nota/Crítica: 
A gente vai ali dar uma olhada nos instagram's da vida, ver como se inspirar nesse tal de minimalismo e a gente vê o cara do "minimalismo, da vida simples" usando uma camisa podrinha de R$ 400,00. Tenha dó, né gente. 
Não é essa a ideia, claro, uma boa compra as vezes custa caro, maaaaaaaas vale a pena ressaltar que o significado não está em comprar um com o valor de "sei lá, cem itens".

Na real:

Voltando ao assunto, a ideia é comprar conscientemente sabendo que aquilo é uma compra que sim, agrega valor, e principalmente sai do teu orçamento e do plano de ver, para o TER.
Ninguém, no caso eu mesmo, não estou dizendo que não se deve comprar, ou ter, seja um carro, casa ou um closet (eu também tenho esses sonhos), mas é fazê-lo com consciência e dentro do seu limite, no seu tempo, é se livrar do que é desnecessário e ir em busca sim, dos sonhos necessários para cada um, tornando aquilo que todos consomem e que você quer, mas que para você é único e especial.

No fim, eu não sei muito bem sobre esse estilo e mode on de viver, to aprendendo também. O que eu sei é que desde que abri os olhos para aquela t-shirt incrível na minha gaveta que a usei mais vezes do que a sociedade gostaria de me ver e ainda assim fui/sou feliz, sim!
Caminharei a esse rumo, cheio de planos de ações, porque, prazer, sou dessas (mas posso mudar).

Virou textão, e um alívio enorme aqui dentro.

Obrigada!


segunda-feira, 6 de março de 2017

Auto- Retrato.

       
      Fiz de mim tinta, fluída e leve marcando ponto a ponto um papel. Marco ainda as transições de uma vida sempre a iniciar, sempre á espera do "grande momento". É fato que, o desdobramento para caber nessa espera tão implacável dos dias traz consigo um peso ardoso que desce pela garganta toda vez que precisa correr. 

       E correndo, às  vezes tropeça, às vezes se nega, às vezes é automática, às vezes é órgão, às vezes é só resultado. 

       Fiz de mim chuva, fluída e pesada, esperando cada trovoada para sussurrar a dor e o medo que a constroem. É feita de tantas manias e vontades, de artes, de teoria, de escrita e sonhos. É papo dizer sempre: está "tudo bem", essa fôrma toda pronta de coração rígido que se espera para viver lá fora, não cabe mais.

      E sussurrando tenta se ouvir.

     Fiz de mim fotografia, instante, não havia o que esperar nem voltar. Estava ali a história parada, com um sorriso meia boca, sem esperar a foto espontânea, caso soubesse, vestiria sim a sua roupa de "sorriso largo". Porque? É real dizer que há sim vitalidade de um sorrir colgate?
   
     E quase sorrindo, registrou.

    Fiz de mim, possibilidade, fluída e confusa, caminhei em estrada, não tinha mais o que esperar. Soube que a tinta, os passos ao correr, o sussurro e o instante contavam muito sobre si, era auto- retrato, às vezes manchado por consequências bizarras que nem estavam ao alcance de si. Outras tinham cores vividas e sorrisos autenticados de felicidade (aquela coisa que todos procuram e não aproveitam, até mesmo ela).

     E com ansiedade viveu.

    Boba, teve medo de fazer de si monotonia de trânsito, teve anseio em pensar se era ideal realizar os planos, teve tempo de ter e ser, estava lá tudo anotado na agenda, era esse seu remédio para o descontrole: manter tudo controlado.

   Fiz de mim, coragem, dei nome aos traços, finos e fracos. Analisei com os olhos quem era e sou, reuni informações secretas que foram traçadas para se colocar a frente, amostra. De fato, o estado atual é complexo, intermitente, com fraturas sentimentais expostas (mesmo que secretas), recomenda-se a leitura com a lente alma, nada mais.

 E ao encontro, foi. 

Não quero me ler, concluí. 

Fiz de mim, força, apetece- me "aqui-agora". Experienciar os elementos que farão parte desse auto- retrato que não agrada as vezes e não gera visualizações, mas que poderá dizer que se agradou ao decidir viver.



terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Estadia.

É latente o pensamento que a cada dia somos mais e mais responsáveis pelos nossos próprios caminhos. A decisão sempre cabe a si próprio, e mesmo que clichê, não decidir já é uma escolha, alguém muito sábio já o disse.

O fato, que estar "não estando" em um ambiente, em um corpo ou no outro é uma decisão própria do tempo de cada um, e nessa decisão de não perder- se que se entristece porque tem sentido falta cada vez mais daqueles que não estão.

Tem sido iludida em criar as expectativas ainda que pequenas sobre os momentos a vivenciar, mesmo que tenha aprendido que a vida real não é nem próximo a uma imitação dos filmes de Anne Hathaway, onde mesmo que tudo dê errado, ali se vive bons momentos, e que no final ela sempre sorri porque viveu bem e tudo fez sentido.

É uma decisão, pensa ela. Cada um que nesta vida a rodeia, decide. E decidindo muitas vezes não estão no aqui e agora e nesse barco tão furado, sufocado que ela vive. Percebe que muitos estão ali, mas estando se tele trasportam para o celular com outrem, divididos nas várias janelas que criam uma rede maior do que a sua vida real. Onde você está?

Fica temerosa, porque percebe as pessoas se perdendo em suas aleatoriedades, focando em qualquer assunto banal, abafando os murmúrios baixinhos de alguém que deseja estar e grita que quer estar ali, em ti.

É a decisão de um abraço em uma casa apertada, de uma morada sem segredos, sem gritos, de um acolher sincero, pleno e real com chuva, no sol, com portas escancaradas envolvida nos sentimentos que quer sentir e não negar. Não, mais.

Já negou se muito, pois sempre quis vivenciar cada momento seguro  e oportuno. Tem pensado mesmo é se vale a pena a decisão por quem não decide, ou decide nos momentos de vazão ou exaustão de si.

Afinal, ela nunca quis optar por disponibilidade numa agenda vazia para escutar seu nome, mas pelos momentos de procura em meio a confusão dos dias, das épocas e crises. Não quer fazer parte da geração que por falta de estar troca nudes, e assim sempre vai insistir em trocar gestos, olhares e sentidos.

Entregar muito de si e ser por inteiramente real nesse estar para quem verdadeiramente escolher ficar, porque de fato nunca sofreu em estar sozinha, mas sim quando tem uma multidão que lá no fundo não ocupam autenticamente a estadia de seu coração.

Não há moldes perfeitos para caber, sempre foi uma questão de estar enquanto puder no tempo que se tem, sem filtro, sem 15 s de vídeo, sem smart, com cara boa ou não, Estadia ou Nada.


sábado, 7 de maio de 2016

Desabafos de uma noite real.





É dia, é verdade. Mas seu coração anda tão comprimido com os dias que passam tão rápidos e linearmente devagar ao trazer respostas que a noite passou e mal se viu.

Sente tanto, que, sua cabeça tem tido dificuldade ao pensar e agir. Pensa sempre sobre suas reflexões noturnas, afinal o silêncio nas madrugadas é tão forte que chega a latejar sua cabeça e seu coração.

Deveria se pôr a dormir, deixar apenas o cérebro comprimir as memórias... mas não consegue. Tem a mania horrível de repassar as histórias e buscar verdades  para se encontrar. O seu coração geralmente dói quando pensa que pode estar numa maré de mentiras, que pode estar no trânsito de um caminho que não a levara a caminho algum.

Sente, porque não percebe mais o tempo, e assim, sabe que não pode mais perde-lô porque cada momento será a construção de seu futuro. Já demorou tanto tempo recolhendo seus pedaços espalhados pelo espaço que se segura com afinco toda vez que se percebe quebrar.

Ao acordar, tem sempre que reconhecer e reafirmar o tempo, o vento e suas escolhas. Sabe que a vida está bem além de ter que escolher qual a melhor foto para colocar na linha tempo, sabe que existe muito além dos dígitos categoricamente escolhidos para uma conversa online. 

Sabe que existe mais, além de tudo e nada é por acaso. Sempre a assombrou mais uma vida social bonita, com likes sociais exorbitantes, e comentários parciais sobre tudo. E a assombra pensar que pode fazer parte disso, então seu coração se comprime e se aperta dentro de si. 

Afinal, querer verdades essenciais e implorar por transparência nunca gerou mobilização e nem tantos inúmeros compartilhamentos  quanto a sua foto. Entendeu então que nesta vida há quem prefira viver socialmente agrandando do que ser integralmente real.

Ela grita, diga a verdade e somente a verdade e seja real.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Escolha IR.



Sempre a vida foi muito clara. E seguir sempre diante de suas escolhas não era algo tão complicado. Optar era a maneira de escolher sempre analiticamente um dos seus planos magníficos de uma boa vida, mesmo com os medos intentáveis de errar e precisar recomeçar outra vez, prosseguia (sempre).
     
Em detrimento disso, e através de alguns fatos que nós levam a desacreditar tantas vezes no que é de verdade quando realmente o agora é tão real que dança aos nossos olhos implorando o acreditar. Isso, porque decidimos guardar o coração para tudo e consequentemente parar tudo dentro de nós.
      
A paralisia do tempo ao redor e de seus sentimentos, propõem aos seus olhos e ao seu coração a necessidade de voltar e deixar-se tocar, pois só assim a vida retoma a cor. E é preciso que se entenda que as permissões que precisa para o start na vida dependem apenas de cada um de nós.

Como já propunha Heidegger, é dentro de uma infinita possibilidade de escolhas que adentramos nas angustias que passamos que nos permitem então escolher em ter uma vida autentica ou automática.

É nos nossos infinitos medos e pensamentos ainda que nos domingos para segundas, pois tudo é válido e nos mostra que podemos nos encontrar dentro de nós ou nos perder ainda mais ao deslogar-se em busca de sentidos.

E apesar de entender que o risco que corremos de estar em pedaços ou com o coração tão apertado ao ponto de querer fugir como um balão que se esvazia e se esvai, a corrente de energia em ir e deixar-se tocar sempre é mais forte e nos impossibilita contestar.

Deixou se tocar, viu mais, viu verdades e percebeu que, a vida é clara quando estamos com os olhos do coração dedicados ao ver o que se é real e principalmente sentir. Ainda que, as expectativas imaginárias que nos rodeiam sejam como muros fortes e consolidados em volta do coração.

É nessa decisão de entrar na dança e viver a entrega diária, com medo, sem medo, com sentimentos a flor da pele, com olhares, com intensidade que nos revelam que a importância está em descobrir como escolher em ir, e indo agraciar cada parte desse itinerário, se descobrindo e se refazendo com todos os pedaços e os sentimentos mais intensos para cada passo.

Afinal, a vida é uma escolha em busca do sentIR, e o sentir é real.

Foto:Reblogagem https://www.tumblr.com/blog/truefeel